A cidade para se ver… Antes de morrer!
ago23

A cidade para se ver… Antes de morrer!

A pergunta: “Se eu possuísse apenas uma passagem durante a minha vida, qual cidade deveria conhecer?”. A romântica e eterna Paris? A encantadora e fervilhante Sevilha? Ou, quem sabe, o museu a céu aberto encontrado em Roma?! De todas que conheci, eu diria apenas uma palavra: Veneza! A cidade localizada na Lagoa de Veneza, no Mar Adriático, possui 177 canais, 409 pontes e 120 ilhas. Construída sobre milhares de pilares de madeira – que, submersos e sem contato com o ar, não apodrecem -, Veneza possui um único meio de transporte: barcos. Confesso: no dia que parti para Veneza a tensão era imensa. Degustei meu último café em Verona, entrei no trem e segui viagem. Não consegui descansar nem um minuto durante o percurso. Meus olhos estavam “grudados” na janela. Ao chegar a Veneza Mestre, um tremor começou em minhas mãos, que já estavam frias. Ao atravessar a Ponte della Libertá – que liga o continente com Veneza –, minha emoção aumentou ao vislumbrar as primeiras cenas da cidade. Ao desembarcar na estação Santa Lucia, não segurei e, como uma criança que recebe o presente de Natal que pediu o ano inteiro, chorei. Quem já realizou esse sonho, ao ler a primeira frase, irá compreender perfeitamente. Entrei no primeiro Vaporetto – os barcos utilizados para transporte – e segui em direção ao hotel. O que mencionam sobre a cidade é verdade: existem dezenas de vielas e pequenas ruas estreitas. Um fator é claro: um mapa não ajudará muito e, pode ter a certeza, você irá se perder. Mas não se preocupe: as ruas principais, os bairros e os pontos turísticos são todos muito bem sinalizados, de qualquer parte da cidade. Um conselho: reserve um hotel o mais próximo possível de um ponto turístico famoso. Assim, a localização será mais fácil. Virando uma viela, contornando outra, atravessando uma pequena ponte, virando para a esquerda, direita, esquerda novamente e… cheguei a Piazza San Marco. Definitivamente, é o lugar mais frequentado da cidade e foi descrita por Napoleão como “a mais elegante sala de estar da Europa”. Ponto de encontro de turistas, fotógrafos, poetas e artistas, há dezenas de cafés e restaurantes que compõem a estrutura e o fluxo de pessoas é constante, mesmo à noite. Ah, uma particularidade: durante o almoço, senti o restaurante mexer, levemente, indo de um lado para o outro. Depois constatei que toda a cidade balança. Óbvio! Algo construído em cima do mar seguirá o mesmo ritmo. No hotel, a sensação foi um pouco desconfortável, principalmente na cama. Se eu estivesse em um barco, a questão estaria resolvida… Mas eu estava no térreo de um prédio de...

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